Sobre a banda

Um acorde vale mais que mil palavras (ou algo assim, certo?). Criada em 2011, a The Experience Nebula Room (carinhosamente conhecida por TENR) é uma banda de rock instrumental que tem como principal influência o rock setentista, psicodelias e reverberações características dessa década aliadas ao peso e densidade dos anos 90. Um dos grandes baratos da TENR, tanto no palco ao vivo quanto em estúdio, é que baixo e bateria extrapolam o conceito de cozinha tradicional. Baixo e bateria são revezados por Nicholas Lucena e Eduardo Custodio, proporcionando climas, texturas e performance de palco sempre únicas ao ouvinte.

A produção da banda é consistente: no início de 2013 foi lançado o primeiro videoclipe da banda – Ignition. Segundo Vitor Ferrari, do site Indie Shoe, “a banda passa em vídeo o ambiente dos campos típicos de região sul do Brasil, que dão um ar de fuga, de saída da zona de conforto, como se o trio caminhasse por aí com seus instrumentos buscando através da música se encontrar – e tudo indica que se encontraram”. O videoclipe de Ignition foi tão longe que chegou até a página de vídeos da Revista NME de Londres!

Antes disso, lá pelo meio de 2012, a banda lançou seu primeiro EP, gravado ao vivo e intitulado “Happiness is a live Experience”. O EP atingiu grande repercussão nacional e foi objeto de diversas resenhas em sites especializados em música. No inicio de 2013 a banda gravou tardiamente, pós-festividades o Christmas Single 2012. Gravadas em fita, prezando pelo analógico e pelo clima setentista, as músicas presentes no Single foram registradas totalmente ao vivo, sem cortes ou edições Ainda em 2013, foi gravado, também em fita e ao vivo, um medley instrumental de grandes influências pra banda. Hush (Deep Purple), T.N.U.C (Grand Funk Railroad) e Cinnamon Girl (Neil Young), que figuraram na coletânea The Psychedelic Sounds of The Blog That Celebrates Itself Vol. 1, do selo The Blog That Celebrates Itself Records de São Paulo.

O primeiro full foi lançado em maio de 2017 e já roda o mundo chamando atenção de fãs de stoner rock e psicodelias em geral. O disco, chamado Ouroborous, narra em texturas e riffs o mito do eterno retorno e a jornada de auto-conhecimento de uma personagem que transcende a própria existência para encontrar, do outro lado do rio, através do distanciamento e fora de si, o valor daquilo que fora deixado na margem oposta. Por outro lado, talvez tudo não passe de um ácido delírio psicodélico ao desconhecido e de volta ao lar.