Sobre a banda

São dez anos sobrevivendo ao clima frio e hostil do extremo sul. Dez anos de trabalho e investimento afetivo, suor e dedicação. Depois de lançar os EPs Morphocoda, de 2008, Karmavírus, de 2010, Senhor de Todo Caos, de 2011 e o disco ao vivo Desplugado, em 2013, a Nitrovoid chega finalmente ao seu primeiro full – o Ecos de Um Labirinto Vertical.

Como é de se imaginar, depois de dez anos de existência a bagagem de shows da Nitrovoid não é pequena. Além de premiações em uma dezena de festivais e concursos, ainda é possível encontrar o nome da Nitrovoid em cartazes de grandes eventos, como, por exemplo, o Pampastock, onde a banda dividiu o palco com Alemão Ronaldo, Charly Coombes, Medialunas, Cachorro Grande e outras bandas.

A estética insular e fria da península da qual a inspiração da Nitrovoid nasce é a grande tônica da banda. Com letras que refletem o cotidiano sofrido da humanidade em crise e, ao mesmo tempo, um otimismo ensolarado combativo que remete ao desejo de viver, a Nitrovoid encontra uma poética absolutamente ímpar e sensível, que contrasta positivamente com a agressividade de um instrumental catártico. Se por um lado a banda cresceu protegendo-se do frio com as camisas de flanela e com a estética grunge, por outro bebeu por uma década de fontes sulfúricas do stoner rock, do alternativo e, inclusive, da psicodelia floydiana.